terça-feira, 27 de abril de 2010

Ata da I Reunião de Mulheres da ExNEL

Brasília, 25 de abril de 2010

A I Reunião de Mulheres da ExNEL foi realizada, somente entre mulheres (conforme definido na lista dee-mails), às 14 horas do dia 25 de abril de 2010, através do grupo de MSN destinado às reuniões de mulheres: group780787@ groupsim. com

Presentes:

Cindy Michelle – Coordenadora Geral do Centro Oeste

Cynthia Funchal – Secretária Nacional de Comunicação

Bruna Gabriela – Executiva Regional de Finanças do Centro Oeste

Francy Silva – Executiva Estadual da Bahia

Lílian Lima – Coordenadora Geral do Nordeste

Lisane – Executiva Estadual do Rio Grande do Norte

Raiza Guimarães – Secretária Nacional de Arte e Cultura

A reunião se iniciou sem pauta, que foi construída pelas presentes. Após uma discussão inicial sobre temas importantes a respeito da questão da mulher, foi definida a seguinte pauta:

Pauta:

- Assistência para mulheres e mães na Universidade (estudantes, professoras e servidoras/trabalha doras);

- Incentivo à participação de mulheres no Movimento Estudantil (ME);

- Descriminalizaçã o da mulher e legalização aborto;

- Mercantilizaçã o do corpo feminino: sexualidade e implicações;

- Feminismo: homens e mulheres lutam juntos;

- Propostas práticas para inclusão da mulher na ExNEL.

Assistência para mulheres e mães na Universidade

Foi apresentada e discutida a situação das mulheres que são mães e estão na Universidade. Conforme a fala da Cindy, algumas param de estudar, ou tem dificuldade de continuar os estudos e trabalho por causa de um filho ou filha por nao ter com quem deixar e nem onde. Por isso, a criação de creches é de suma importância pra propiciar que elas estudem e trabalhem sem sacrificar sua formação e trabalho. A proposta é ter a criação das creches como pauta de luta, e também ter disponíveis creches nos encontros da ExNEL.

Lisane sugeriu que fossem discutidas as condições da gestante na Universidade, como os acessos, o regime de faltas, provas, e a mãe na volta aos estudos. Apesar de muito importantes, as creches não são a única necessidade para as mães e gestantes.

Foi apresentada, então, a proposta de que cada uma apresentasse um pouco da realidade da Assistência às mulheres no seu próprio Instituto de Educação Superior. Na UnB, por exemplo, também não há creches nem para estudantes, nem para trabalhadoras (professoras e servidoras). Muitas estudantes não querem largar a Universidade, então vão para as aulas sempre mesmo no ultimo mês de gestação, e muitas também vão acompanhadas da filha ou filho ainda pequena(o), por não ter com quem deixar. A licença maternidade, inclusive, é uma das reivindicações das mulheres na instituição, por ela não ser o suficiente para mães que estudam e trabalham.

Lisane diz que na UFRN a licença também não é tão longa quanto deveria, há muitas reclamações. Além da falta da creche, faltam rampas e a compreensão de alguns professores e servidores em auxiliar as gestantes em algumas situações, como nas negociações de faltas e auxilio na coordenação do curso.

Na UEG, de uma forma geral, Cindy não acha que tenha assistência, pois todas as unidades seguem um padrão de estrutura, que não é feita para garantir creche, mas se tem bibliotecas. Algumas alunas desistem do curso, outras vão enquanto podem. Sobre os trabalhos, elas têm de resolver com os professores e conversar com a coordenação do curso.

Segundo Francy, na UESC a licença é de quatro meses, só que a maioria das meninas volta antes dela acabar, com medo de perder o semestre. Muitos professores são incompreensíveis e não mandam os exercícios domiciliares. Ela acrescenta que uma colega teve de voltar no primeiro mês da licença, pois se atrasou ao pedi-la e o Departamento não quis negociar.

Na UNEB, conforme Lilian, as mães ainda não possuem esse benefício, mas estão lutando por ele. Foi feito em toda Universidade um levantamento da quantidade de mulheres grávidas, das mães, além de perguntarem sobre a necessidade e a importância da creche. A ideia era que, ao reivindicarem tal direito, causar, com a disposição dos dados, um impacto na população unebiana em geral, mostrando o quanto não se importam com a permanência dessas mulheres na Universidade. Para além disso, a instituição não possui estrutura física adequada para deficientes, nem para as gestantes. Infelizmente essa é a realidade, por enquanto.

Raiza acha que deveríamos para além de lutar por creches nas Universidades, também lutar por vagas para as estudantes mães e para que estas tenham direito a morar com seus filhos na Moradia Estudantil. Porque na Bahia, por exemplo, há creche (não tem certeza se é na UFBA), mas as vagas são escassas. Na UFPA há somente casa de estudantes para mulheres, no entanto, quando uma menina que mora na casa engravida, geralmente não pode mais ocupar a vaga. Não há nenhum regime de apoio às estudantes grávidas em nenhum âmbito. No IFPA, por sua vez, não há nenhuma espécie de assistência estudantil (moradia, r.u, creches...). Somente estrutura física para os estudantes PNE’s (Portadores de Necessidades Especiais), mas é só para “inglês ver”.

É preciso haver um trabalho de conscientizaçã o com as estudantes, pois, na fala de de Raiza, “muitas vezes ficamos o dia inteiro no corredor tentando fazer listas, assembleias sobre o assunto e poucas aparecem, e só as grávidas”. Para ela, só lutam pelos próprios direitos quando precisam deles.

Foi importante lembrar, também, que a assistência às mulheres na Universidade deve ir além da maternidade. E importante que lutemos também pela implantação de um centro (uma referência, um espaço, algo assim) de auxílio a mulheres que sofreram (ou mesmo as que sofrem em casa, no trabalho ou na própria Universidade) de abuso sexual nas instituições e nas proximidades. Na UnB há mulheres que já relataram ter sofrido abuso dentro do campus, nos estacionamentos ou no próprio banheiro feminino. Muitas vezes, mulheres são estupradas no caminho da parada de ônibus até a universidade, e nunca é feito algo a respeito, há vezes em que nem encontram o responsável. É importante que se tenha assistência social, psicológica, e mesmo algum banco de dados com todas essas ocorrências, para instruir melhor os(as) seguranças a lidarem com essa situação.

Lílian acrescentou também a questão da assistência médica voltada para a saúde da mulher, na UNEB já acontece e funciona. Sugeriu também seminários presenciais discutindo essas questões.

Neste ponto de pauta, foram feitos os seguintes encaminhamentos:

ü Melhoria das condições para gestantes na Universidade (licença, adequação de espaço físico, direitos);

ü Assistência às mães (creches) e a luta pela licença maternidade;

ü Assistência a mulheres que sofrem/sofreram de abuso sexual nas proximidades das IES ou mesmo nelas próprias;

ü Assistência médica voltada para a saúde da mulher;

ü Incentivar e promover a realização de seminários presenciais discutindo a questão da mulher.

Incentivo à participação de mulheres no Movimento Estudantil (ME)

Bruna – Essa semana tivemos uma manifestação, as meninas do ME foram em peso. Depois da manifestação, os meninos ficaram falando (nas nossas costas) que não temos vaidade, somos bagunçadas, etc. Fomos neles e falamos que nos chamam de tudo isso, mas na hora de manifestar nós prestamos, que não vamos às manifestações para arrumar namorados, etc. Sinto que aqui na UEG estão nos vendo apenas como número em uma manifestação. Quero fazer algo, não sei o quê. Todas nos reunimos porque queremos fazer um coletivo feminino, algo, mas ainda não sabemos como.

Lisane – Este ano, aumentou e muito a participação feminina no movimento estudantil na UFRN. O problema é que as meninas não estão muito interessadas em discussões políticas, é tudo muito no âmbito acadêmico. Aqui, falta uma conscientizaçã o política, a participação feminina em si é bastante ativa, porém só no que diz respeito às discussões sobre o curso.

Lilian – As mulheres aqui não se interessam muito, também, embora tenham muitas envolvidas no MEL. Eu, por exemplo, sou a única mulher que restou no CA, e evasão não ocorreu por desrespeito por parte dos homens, e sim por falta de interesse mesmo. A maioria acha besteira falar sobre mulher ou feminismo, e acaba perpetuando as condições de opressão. Como incentivar essas mulheres é a grande questão. Criamos um coletivo de mulheres, não conseguimos passar de 4 o número de componentes. Fazemos mesas, debates, as mulheres só aparecem quando o assunto é academia ou algo de interesse particular. Tiramos pelo número de mulheres que vão aos encontros e no valor que elas dão ao turismo ou às festas, grande parte se interessa pela vertente acadêmica, mas pouquíssimas pela política. Política? Geralmente é coisa de quem não tem o que fazer. É uma situação triste, mas um grande desafio.

Francy – Aqui na UESC, como na maioria das Universidades, a participação das mulheres no ME ainda é menor do que a dos meninos. Essa realidade, no entanto, vem mudando aos poucos. Dos 23 CA’s daqui da universidade, mais ou menos 10 tem mulheres na presidência. No DCE, temos mulheres em coordenações importantes e ainda somos minoria, mas nas reuniões nos manifestamos e nossas opiniões têm grande peso. No dia da posse do DCE, em maio do ano passado, convidei as mulheres a participarem do ME, a lutar por causas que são nossas. A maioria das mulheres tem uma visão distorcida do ME, acha que é só baderna e politicagem. Temos que lutar pra mudar essa realidade, mostrar que lugar da mulher é em todos os espaços, inclusive e principalmente na política. Um caso interessante é que no CA de Letras aqui da UESC, dos 18 coordenadores da atual gestão, só restaram 4, e 3 são mulheres.

Cynthia – Na UnB, o Movimento de Mulheres existe, mas é fraco ou não tem muita visibilidade. Algumas professoras e alunas se reúnem para discutir feminismo e outros assuntos, mas nos Conselhos de Entidades de Base, por exemplo, a maioria das pessoas que fala é homem. As que mulheres que vejo, algumas parecem um pouco mais acatadas, por se iniciarem cedo no movimento estudantil. O CA de Letras, por exemplo, tem sua maioria (ativa) de mulheres. Esse ano, logo na primeira semana de aulas, uma estudante (do curso de Letras, inclusive) foi estuprada na parada de ônibus quando ia pra casa. Esse caso revoltou tanto as mulheres que elas fizeram várias manifestações, e inclusive fizeram um ato no local do estupro – um terreno baldio entre a parada e a Universidade, onde ocorreram outros assédios. Aconteceu um inclusive no ano passado, pois esse é o caminho mais fácil de acesso, e era o único que tinha até asfaltarem em volta (o que fez pouca diferença, pois a iluminação ainda é precária e depois disso nunca mais cuidaram do terreno, o mato é alto e escuro, o caminho perigoso).As manifestações contavam com homens também, que se sentiram revoltados.

A revolta foi tanta que foi fundado um Coletivo (Coletivo Unificado de Mulheres da UnB), não apenas a exigir a melhoria na segurança do Campus (que à noite é escuro e perigoso até pra ir à biblioteca) e nas proximidades, mas também para agregar todas as reivindicações das mulheres, como a licença maternidade, a criação de creches, a contratação de mais seguranças mulheres[1] e a criação de um Centro de Referência para as Mulheres. Foram feitas reuniões com o Reitor e os assuntos estão se encaminhando, embora devagar. Foram promessas que estão esperando para serem cumpridas, e mesmo que o Coletivo tenha tido muito impulso no começo, está começando a se desmobilizar aos poucos. Precisamos de pessoas que se empenhem constantemente nesses assuntos e que incentivem a discussão, pra não esperar ocorrerem mais estupros para que algo seja feito.

Raiza – Na UFPA, o DCE, Coletivos do M.E e alguns C. A’s fazem debates a respeito do assunto. Mas quem vejo lutar, de maneira mais efetiva, pelas causas feministas é o coletivo “mulheres em marcha”. Elas fazem esse debate sobre a importância de mulheres na política, entre outras bandeiras de lutas feministas. A minha sugestão como executiva é: conscientizar as alunas da importância delas no movimento estudantil, da opressão diária que elas sofrem e não têm consciência e do quanto é importante que elas sejam protagonistas de sua própria história. Por que somente fazer atas de reuniões, arrumar a entidade, ser “vitrines” de chapa... Já não basta. Precisamos que elas se manifestem e façam com que as outras pessoas ouçam suas opiniões e a respeitem. Também devemos incentivar a criação de coletivos de mulheres dentro do curso e garantir em todos os encontros GD’S com pautas feministas.

Dessa discussão, foi tirada a criação de uma carta de apoio à participação de mulheres no Movimento Estudantil, sugerido que as próprias executivas se responsabilizem pelo incentivo à participação das mulheres no MEL em cada estado e região, o que poderá ser feito inclusive a partir da Criação de um Coletivo Feminista da ExNEL (que não precisa ser formado apenas por mulheres e executivas), para termos um grupo para discutir e propor materiais para auxiliar esse debate nas universidades, e mesmo realizar seminários sobre o assunto, com a criação de um blog e lista de discussão. Esses pontos também se encaminham para a pauta de propostas práticas, a seguir.

Descriminalizaçã o da Mulher e Legalização do Aborto

O aborto é um assunto delicado. Todos os anos, 70 mil mulheres morrem por consequências do aborto por não haver uma política voltada para essas mulherres. Embora tenha sido bem aceita a proposta lançada pela Cindy (uma moção de apoio à descriminalizaçã o das mulheres e a legalização do abort)o, não foi feito nenhum encaminhamento sobre isso, para que a discussão possa ser feita de forma mais ampla e aprofundada. É discussão muito longa, muito delicada e, por isso mesmo, muito importante. Muitos movimentos feministas são a favor da legalização do aborto, mas poucos realmente se importam em discutir a questão ao invés de impor essa ideia. O importante é conscientizar as mulheres dos riscos e principalmente da posição de quem realiza um aborto, mesmo paras aquelas que são contra.O importante é saber separar as coisas e mostrar isso nos debates.

Foi definido haverá uma reunião de pauta única para discutir o assunto, ou a proposta de um GD no ENEL (nem que seja secundário, para as mulheres que se interessarem, pois muitas até apoiam, mas não gostam de discutir) sobre esse assunto. O GD sobre o assunto será proposto para a Comissão Organizadora do ENEL, para que possa ser discutido entre elas(es). Se aprovado, será implementado e organizado por participantes do Coletivo.

Mercantilizaçã o do corpo feminino: sexualidade e implicações

Da mesma forma como a discussão sobre o aborto, essa também foi julgada uma questão importante e muito delicada para ser discutida naquele momento. Por isso, foi definido que o assunto seria abordado em uma reunião paralela, junto com a discussão sobre a descriminalizaçã o das mulheres e legalização do aborto.

Feminismo: homens e mulheres lutam juntos

Foi colocado o questionamento quanto à participação de homens no Coletivo, uma vez que a própria reunião, em um primeiro momento, foi restrita somente às mulheres. O fato da restrição se deu por existirem mulheres que não se expõem e nem divulgam suas idéias da mesma forma do que um homem estivesse presente. É uma tática utilizada por coletivos feministas para estabelecer uma conversa de mulher para mulher. Entretanto, a própria reunião se abrirá para discussões, em outro momento, também com homens. As presentes na reunião reconheceram a importância da participação de homens na luta feminista, mesmo porque um dos ideais do movimento é conscientizar os homens.

A partir do momento que um homem participa e reconhece o movimento feminista, outros poderão olhar o mesmo movimento com outros olhos (embora seja importante lembrar que a credibilidade da mulher no movimento não possa ser tirada pela fala de um homem). Por essa razão, o coletivo aceitará, sim, homens em sua participação, alternando entre reuniões abertas a homens e reuniões de mulheres, e inclusive resolveu manter o nome Feminista (ao invés de Coletivo de Mulheres) justamente para manter essa inclusão. Em um coletivo não há eleições, não há cargos, não há hierarquias e, por isso, não deve haver restrições.

Propostas práticas para inclusão da mulher na ExNEL

ü Criação do Coletivo Feminista da ExNEL (nome provisório, poderá ser lançado um concurso para definir um nome permanente), com blog e lista de discussão, para incentivar a participação das mulheres no MEL e incluir, nas IES e nos cursos de Letras, o debate sobre as questões de gênero e assistência às mulheres;

ü Carta de apoio à participação de mulheres no Movimento Estudantil;

ü Incentivar mulheres a se candidatarem a cargos na Executiva Nacional de Estudantes de Letras (e em outras entidades, como os CAs, os DAs e os DCEs), independentemente de conchavos políticos;

ü Criação do Blog: http://coletivofemi nistaexnel. blogspot. com

ü Criação do grupo de e-mails: coletivo-feminista- exnel@googlegrou ps.com

ü Fazer um levantamento quantitativo/ numérico/percentu al de mulheres nos cursos e mulheres atuantes no Movimento. Descobrir o número de mulheres matriculadas no curso, e observar quantas são as mulheres que de fato participam de atividades acadêmicas e quantas participam das atividades políticas (fica a critério e responsabilidade das executivas de cada região e membras/os do Coletivo);

ü Comparar, a cada ano, o número de mulheres que participa do ENEL (no ato do credenciamento) , as que se candidatam a cargos e as que se tornam executivas, para avaliar a participação das mulheres nos encontros e na ExNEL (começando pelo XXXI ENEL 2010);

ü Durante o XXXI ENEL 2010 (sugestão para outros encontros):

1. Reunião de Mulheres: apresentar o coletivo, iniciar um debate sobre a mulher no ME, no MEL, na ExNEL e na Universidade, e discutir também questões da causa, como a legalização do aborto e questões de sexualidade;

2. Preparar materiais para divulgação do tema;

3. Oficina de stencil para mulheres, para pintura de camisetas com frases de luta e intervenção urbana (levar imagens, camisetas sem estampa, tintas para tecido, superfícies adequadas – papel fotográfico, raios X, algum papel mais grosso –, sprays, procurar algum mural ou banner específico onde essas mensagens também possam ser colocadas);

4. Marcha de Mulheres durante o ENEL: batucada com latas, panelas (para mostrar que mulher sabe usar panela: é pra fazer barulho!). Material também poderá ser preparado durante a oficina e/ou reunião;

5. Mobilizar oficinas de defesa pessoal para mulheres nos encontros de estudantes (ex.: Box, WenDo – um tipo de arte marcial desenvolvido somente para defesa pessoal das mulheres).

A próxima reunião ficou marcada para sábado, 9 de maio de 2010, a partir das 19h.

Cynthia Funchal

Secretária Nacional de Comunicação

Executiva Nacional das(os) Estudantes de Letras



[1] O caso das seguranças é que, no período de recontratação (já que o serviço público não tem mais vagas para seguranças, o trabalho acaba sendo terceirizado) , foi exigido que todas e todos os (as) seguranças fizessem um curso de capacitação. TODAS as mulheres fizeram esse curso, e uma grande parte dos homens não fez. No final desse período, nenhuma mulher foi recontratada, simplesmente por preconceito de gênero. Por elas serem mulheres, acreditavam que elas não estavam capacitadas, enquanto poucos seguranças homens realmente fizeram esse curso de capacitação. Elas mesmas estão se mobilizando ainda, no Coletivo e em Assembleias, pelo seu direito.

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