sexta-feira, 1 de outubro de 2010

28 de setembro dia Latino-Americano de luta pela descriminalização do ABORTO

Coletivo Feminista da ExNEL

Descriminalização do Aborto:

defender a vida, sim!

28 de setembro dia Latino-Americano de luta pela
descriminalização do ABORTO

De acordo com o estudo realizado pelo IPAS e IMS em 2007, 1.054.243 é o número estimado de abortos realizados em 2005. Na maioria dos casos ele é feito clandestinamente, por mulheres que não tem condição financeira de pagar caro e ir a uma clínica particular.

Mesmo com números preocupantes, e sendo uma das principais causas da mortalidade materna, o aborto no Brasil é legalizado somente em duas circunstâncias: no caso de violência sexual (estupro) ou quando há riscos a vida da mulher. (Artigo 128, I e II do Código Penal). Ainda que seja, perante a lei, permitido, as mulheres encontram enormes dificuldades de efetivarem esse ‘direito’, sejam eles jurídicos, seja por preconceito de alguém, seja por má vontade de alguma autoridade, etc.

Hoje, dia Latino-Americano de luta pela descriminalização do ABORTO, o Coletivo Feminista da ExNEL, vem manifestar total apoio à descriminalização do aborto, e dizer que lutar por isso não é lutar contra a vida, como alguns dizem. É lutar pela vida da mulher, que tem direitos sobre seu corpo, que pode e deve escolher quando ter um filho (a), e que não deve ser vista de forma negativa por isso.

Nenhuma mulher deve ser impedida de ser mãe. E nenhuma mulher pode ser obrigada a ser mãe. As mulheres e homens devem ter direitos garantidos pelo Estado, devem ter acesso a planejamento familiar, a métodos contraceptivos em todos os hospitais públicos, para que não corram o risco de uma gravidez indesejada, e se grávida a mulher deve ter o direito de realizar um aborto seguro.

A criminalização que vem ocorrendo, tanto pelo Estado, como pela sociedade, só faz com que elas procurem os meios ilegais, e assim corram o risco de morrer por várias complicações. Então, a pergunta vem: a campanha pró-vida, luta pela vida de quem? Por que enquanto continuarem com esse posicionamento, estarão condenando milharem de mulheres ao sofrimento e a morte.

Aliado a essas dificuldades, se encontra Projetos de Lei, como o “bolsa estupro” que mostram o quão laico, nosso estado não é! Querem com esse PL oferecer um salário mínimo à mulher, se ela continuar com uma gravidez decorrente de um estupro.

Ser mãe deve ser uma decisão, e o Estado deve dar condições para que elas decidam, e não fazer como está fazendo: obrigando a maternidade, dificultando como pode, sendo influenciado pela religião!

Pela não criminalização das mulheres que realizam o aborto!

Pela legalização do aborto!

Pelo acesso a métodos contraceptivos!

Assine o Manifesto contra a criminalização das mulheres que praticam aborto: http://www.petitiononline.com/abortole/petition.html


Descriminalização do Aborto- Vídeo

O Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA) produziu um vídeo para mobilizar as mulheres brasileiras à defesa dos direitos de todas as mulheres em escolher se devem ou não levar adiante uma gravidez indesejada. Essa campanha tem por objetivo defender a autonomia das mulheres e evitar as centenas de mortes provocadas por abortos inseguros no país.

ASSISTA o vídeo em
http://vimeo.com/15358185


Mais informações podem ser obtidas no site criado pelo Cfemea para essa campanha:
portodasnos.blogspot.com